Oferecer bases sobre os fundamentos da Ecologia de Paisagens com enfoque em conservação e restauração de fauna e flora, incorporando conceitos, métodos e aplicações.
Atualmente, ao se considerar a intensidade e extensão da influência humana sobre o meio-ambiente, a conservação da biodiversidade e de outros recursos naturais, incluindo polinizadores e outros insetos úteis ao Homem, encontra-se além da esfera local e depende da compreensão de processos ecológicos no nível da paisagem. Por isso, a Ecologia de Paisagens é uma ciência emergente e cada vez mais requisitada em estudos acadêmicos e para o planejamento ambiental. Sua aplicação à entomologia é recente e foca principalmente nos processos de polinização e os insetos a eles relacionados. Por ser uma ciência relativamente nova, seu arcabouço teórico contém ainda diversos paradigmas a serem resolvidos e que serão discutidos com os alunos dentro de uma perspectiva ampla e contextualizando como os estudos entomológicos devem ser conduzidos para que possam ser executados sob essa abordagem.
Introdução à ecologia de paisagens (histórico e escolas); Conceitos em ecologia da paisagem (definição de paisagem, componentes corredor-mancha-matriz); limiares ecológicos; planejamento e delineamento amostral para estudos envolvendo ecologia de paisagens; estudos de casos em paisagens fragmentadas; análise estrutural da paisagem; efeito de escalas; estudos de casos aplicando conceitos de paisagem para seleção de áreas para conservação e restauração; geração de cenários de índice potencial de biodiversidade com base na paisagem; análise de efeitos de borda e heterogeneidade das paisagens; influência da paisagem sobre serviços ecossistêmicos, tais como processos de polinização, redes de interação planta-polinizador e controle de pragas agrícolas. Serão também apresentadas noções de sensoriamento remoto aplicados à estudos de paisagem, bem como a utilização de modelos de distribuição de espécies incorporando conceitos de paisagens.
DINÂMICA DA DISCIPLINA: a disciplina será composta por três partes: 20h teóricas; 20h práticas/projetos e 20h elaboração de relatório sobre o projeto. A parte teórica foca em apresentação de literatura básica e estudos de caso, já a parte prática será dedicada principalmente à realização de exercícios práticos e desenvolvimento de projetos, sempre envolvendo programas de simples utilização para cálculos de métricas. Durante as partes relacionadas à teoria e exercício prático serão dadas ênfase a aspectos relacionados tanto à estudos de fauna como de flora e suas interações. Os projetos serão realizados em grupo, e envolverão temas e abordagens de interesse dos participantes, desde que o desenvolvimento dos projetos não ultrapasse a carga horária estabelecida.
Boscolo, D., Ferreira, P. A., & Lopes, L. E. (2016). Da matriz à matiz: em busca de uma abordagem funcional na Ecologia de Paisagens. Filosofia e História da Biologia, 11(2), 157-187.
Dale, M. R. T., & Fortin, M. J. (2002). Spatial Analysis for Ecologists. Cambridge: Cambridge University Press. 450p.
Haila, Y. (2002). A conceptual genealogy of fragmentation research: from island biogeography to landscape ecology. Ecological Applications, 12, 321-334.
Metzger, J. P. (2001). O que é ecologia de paisagens? Biota Neotropica, 1(12).
Moreira, E. F., Ferreira, P. A., Lopes, L. E., Soares, R. G. S., & Boscolo, D. (2018). Ecological Networks in Changing Tropics. In W. Dáttilo & V. Rico-Gray (Eds.), Ecological Networks in the Tropics (pp. 201-217). Springer, Cham. https://doi.org/10.1007/978-3-319-68228-0_11
Ribeiro, S. M. C., Boscolo, D., Ciochetti, G., Firmino, A., & Guiomar, N. (Orgs.). (2021). Ecologia da Paisagem no Contexto Luso-Brasileiro (Vol. 1). Curitiba: Ed. Appris, 427p.
Ribeiro, S. M. C., Boscolo, D., Ciochetti, G., Firmino, A., & Guiomar, N. (Orgs.). (2021). Ecologia da Paisagem no Contexto Luso-Brasileiro (Vol. 2). Curitiba: Ed. Appris, 463p.
Wu, J. P., & Hobbs, R. J. (2007). Key topics in Landscape Ecology. Cambridge: Cambridge University Press.
Desenvolvimento ao longo do curso e apresentação de seminários ao longo do curso e final de um projeto em grupos aplicando os conteúdos da disciplina sobre os trabalhos de dissertação e tese dos próprios alunos. A média final (entre 0,0 e 10,0) será uma ponderação entre os seminários dos projetos desenvolvidos (peso 6) e avaliação do engajamento em discussões durante as aulas (peso 4). A atribuição de conceitos será pareada à nota numérica com uma casa decimal de acordo com: 9,0 a 10,0 = A; 7,0 a 8,9 = B; 5,0 a 6,9 = C; Abaixo de 5,0 = R